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Best Poems From GUSTAVO DOURADO
(05/18/1960)
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37.
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Cordel do Men$alão...
7/8/2005 22: 50: 00
Cordel do Men$alão...
Por Gustavo Dourado
O Men$alão é real:
É verdade, sim, senhor
Velho E$quema milionário
Tem bispo e assessor
Parlamentares a rodo:
Funcionário e servidor...
Tem mala pra todo lado
No $hopping, no avião
Mala no aeroporto
No congre$$o da Nação
Tem até mala perdida
Feito bala de canhão...
Desviaram o dinheiro
Do Te$ouro, do Erário
Há dinheiro para tudo
Só não tem para o salário
Quem trabalha honestamente:
Subvive como otário...
A $afadeza é geral
Descomunal bandalheira
Só se vê maracutaia
Aumenta a roubalheira
Compraram a reeleição:
Venderam a pátria brasileira...
Dinheiro da corrupção
Para comprar de”puta”do
Roubam das estatais
Do patrimônio do E$tado
De carro forte e avião:
Na cueca e no costado...
Dinheiro de todo tipo:
Ouro, dólar e real
Saquearam o Brasil
Assaltaram o hospital
Dilapidaram a escola:
A falcatrua é nacional...
Desde 1500
O Bra$yl é saqueado
Os pirata$ enriquecem
Roubam a grana do Estado
Desde as Capitanias
O roubo é sacramentado...
Só vai para a cadeia
Pobre, preto e desgraçado
Ladrão de colarinho branco
Logo é inocentado
Entra com um habeas corpus
Que logo é ajuizado...
O rico tem regalia
Advogado de primeira
A lei favorece a grana
O pobre leva rasteira
Além de não ter emprego:
Vai mofar na “geladeira”...
Escândalos à flor da pele
Fraudes em licitação
Bancos e empreiteiras
Prejudicam a Nação
Juros na estratosfera:
Esse $istema é do Cão...
Mesadas de 30 mil
E até de um milhão
Para a conta do Partido
E do vivo espertalhão
Falta verba pra saúde:
Fenece a educação...
A orgia financeira
É uma grande sacanagem
Tubarões e agiotas
Lucram com a rapinagem
Malas, caixas, Men$alão:
É crescente a ladroagem...
Cassem-se vários mandatos
Chega de politicagem
O Brasil tem que mudar
Melhorar a sua imagem
Exportar nossos corruptos
Junto com a bandidagem...
Invistam na Educação
Melhorem o investimento
Chega de cartas marcadas
De superfaturamento
Aumentem nosso salário:
Pra que tanto sofrimento?
O povo quer a verdade
Quer emprego e escola
Quer um salário decente
Para acabar a esmola...
A elite corruptora:
Rouba até a nossa bola...
Salve o povo brasileiro
Honesto e trabalhador
Prendam todos corruptos
Tubarão corruptor
Acabe-se o miserê:
Do $istema opre$$or...
Gustavo Dourado é baiano de Recife dos Cardosos-Ibititá-Chap.Diamantina. No DF há 29 anos atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB) , socioculturais. www.gustavodourado.com.br
Sites selecionados pela Unesco/Google/Yahoo.
Gustavo Dourado
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38.
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Cordel dos Cartões Corporativos e outras maracutaias...
Cordel dos Cartões Corporativos e outras maracutaias...
Gustavo Dourado
Vai um Cartão Corporativo:
Todo mundo quer ganhar...
Nas tetas da Pátria-Viúva:
A galera quer mamar....
Do Palácio ao motel:
Relax...Dólar...Gozar...
É cartão pra todo mundo
Presidente...motorista...
Ministro e segurança...
Governadores, dentista...
Senadores, deputados:
Cada vez aumenta a lista...
Tem cartão de todo tipo:
E de toda serventia...
Para e elite do Estado...
Chafurdar na putaria...
Enquanto o povo padece:
Com Imposto e carestia...
Saque em dinheiro vivo:
Para de tudo comprar...
Uiquendi em Paris:
Deleite a beira-mar...
Miami e Nova York:
Todos de papo pro ar...
'Eles tão metendo a mão':
Surrupiam o Erário...
Cartões, dólares e euros:
Corrompem o judiciário...
A zelite a mamar:
Fazendo do povo otário...
Legislam em causa própria:
Acumulam o monetário....
Roubam, furtam, surrupiam:
O desfaque é diário...
O cartão virou piada:
Nosso País é hilário...
Corruptos se: denunciam:
Adoram fazer chantagem...
Corruptores no lobbi:
Ganham com a rapinagem:
O povo vota nas raposas:
Lobos da politicagem...
Torram milhões de dólares:
Em gastos de ficção...
A grana desaparece:
Sai dos cofres da Nação...
Viram cabeças de gado:
Palacetes e mansão...
Mamatas de todo tipo:
Em concurso literário...
Concurso público de araque:
Haja vaso santitário...
O fedor já tomou conta:
Tornou-se hereditário...
Surubas e bacanais:
Tem caviar no programa...
Tem champanhe importada:
Já virou um mar de lama...
Paga-se tudo com Cartão:
Não precisa fazer drama...
Coronelismo cibernético...
O assalto é eletrônico...
O povo trabalha duro:
Para o $istema biônico...
O bem demora para vir:
E o mal é supersônico...
Some o dinheiro da pesquisa:
Sofre a universidade...
Gastam em decoração:
Carro e futilidade...
A ciência atravanca:
A doença nos invade...
Milhares de obras inacabadas:
Fraudes nas licitações...
Mordomias, falcatruas
Sanguessugas, mensalões...
Sofisticaram o roubo:
Com os chips dos cartões...
Escândalos de todo tipo:
Cada vez se multiplicam...
O ensino está um caos:
Governantes se complicam...
Metem a mão à vontade:
Com o dinheiro todos ficam...
A saúde é horrorosa:
Falta o medicamento...
A fila é uma vergonha:
Não existe equipamento...
Muitos morrem à mingua:
São vermes do esquecimento...
As doenças proliferam:
Aids, dengue, coração...
Febre Amarela, tuberculose:
Febres da Corrupção...
É febre de todo tipo:
No Planalto da Nação...
Estradas esburacadas:
Desviam da Educação...
Analfabetismo cresce:
Multialienação...
A mídia fica mais rica:
Com a bobificação...
Todos querem um cartão:
Para acabar o lamento? ...
Quem paga é a Viúva:
Terminará o tormento? !
Bolsa - Cartão para todos:
Sem miséria e sofrimento? ! ...
Acordei sobressaltado:
Caí na realidade..
Cartões só para a elite:
Do campo e da cidade...
Para o o Povo...Big Brother:
Novela-bestialidade...
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
http: //cordel.zip.net
Gustavo Dourado
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Cordel para Augusto dos Anjos: Poeta do carbono e do amoníaco...
CORDEL NA INTERNET
http: //www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp? id_usuario=32&id=911
13/1/2006 23: 16: 00
Cordel para Augusto dos Anjos
Por Gustavo Dourado
Augusto dos Anjos brilha
No concerto universal
Poeta cientificista
De luz infinitesimal
Cosmogônico-biológico
Místico e transcendental...
No Estado da Paraíba
O vate Augusto nasceu
No dia 20 de abril...
O fato assim decorreu...
No engenho Pau-D`arco:
Sua mãe o concebeu...
Alexandre dos Anjos: pai
A mãe Córdula Carvalho...
Os genitores do Poeta
Deram a carta do baralho
Trouxeram ao mundo, Augusto
Um Poeta sem retalho...
Na Vila do Espírito Santo
Augusto foi batizado...
A 27 de fevereiro
Deu-se o fato aqui narrado
Em 1885:
Fica assim historiado...
Quarto de nove irmãos
Augusto foi destacado
Sempre leu desde menino...
À leitura, sempre dado...
Na biblioteca do pai:
Era um leitor aplicado...
No Liceu Paraibano...
Estudou Humanidade
Ano 1900...
Dá asas à liberdade
Sente o cheiro da poesia
No calor da mocidade...
No Almanaque da Paraíba
Primeiro soneto publicado
Foi aos 16 anos...
O fato foi registrado...
Dava-se o início
De um vate inusitado...
Seu amigo Órris Soares
Em sua vida foi presente
Companheiro nos estudos
Plantaram a boa semente
Amigos inseparáveis:
Em um mundo incongruente...
O poeta sofreu muito
Um romance interrompido
Seu filho foi abortado
Foi -se um amor perdido
A mãe persegue a amante:
Uma morte sem sentido...
A cidade da Paraíba
Era capital do Estado
A futura João Pessoa
Deu-lhe verso inspirado
Colaborou em O Comércio
Como poeta e letrado...
Ano 1903
Entra para a Faculdade
Faz Direito no Recife
Vence a adversidade
Cultiva o conhecimento
Cresce em multiplicidade...
Em 1907...
Em Direito é bacharelado...
Na Faculdade do Recife
Junto com Gilberto Amado
Na turma de Órris Soares
Sempre amigo ao seu lado...
1907/1908
Dá aula particular...
Torna-se o seu ganha-pão:
E muito precisa lutar
A sobrevivência é difícil:
Nesse mundo de lascar...
Do Liceu Paraibano
É nomeado professor
Na área de Literatura
Um grande conhecedor...
Foi um mestre de renome:
De destacado valor...
Pronuncia conferência
Sobre a escravidão
No dia 13 de maio
Data da libertação...
De mancha da humanidade:
A triste escravização...
Ano 1909...
A conferência se deu
Ante o Governador do Estado
A palestra ocorreu...
O Poeta mostra a face
Do horror que aconteceu...
Em 1910...
Dá-se o seu casamento
Com a sua conterrânea
(Expressão do sentimento) :
De nome Ester Fialho:
É o amor em movimento...
Abandona a Paraíba:
Briga com o Governador
Vai pro Rio de Janeiro
Como eterno buscador
Lá reside por 2 anos:
Atua como professor...
Na Capital do País
Passa por dificuldade
Mora na Avenida Central
Da grandiosa Cidade
Reside em vários lugares:
Tempo de adversidade...
Em 1911
Perde o filho primeiro
Morre setemesino
Foi-lhe um tiro certeiro
A dor do poeta é grande
Sente abalo por inteiro...
Para a Escola Normal:
Foi nomeado professor
No Colégio Pedro II
Atua como educador
Substitui a João Coelho:
Leciona com amor...
Em 1912
O livro Eu é lançado
Em edição particular
Por Odilon é ajudado
Que é irmão de Augusto
E o tem patrocinado...
No mesmo ano do livro
A filha tem nascimento...
O Poeta segue em frente
Em constante movimento
Luta pra sobreviver:
Apesar do sofrimento...
Em 1913:
De Guilherme, o nascimento
Novo filho do Poeta:
Mexe com seu sentimento...
Augusto Poeta Maior:
Foi um ás no pensamento...
Vai para Minas Gerais
Nomeado Diretor
Cidade de Leopoldina
Um Poeta Professor...
É o princípio do fim
De um grande pensador...
Chega em Leopoldina
Pra dirigir grupo escolar
Escola Ribeiro Junqueira
Pouco tempo a comandar
Ano 1914...
A gripe o irá matar...
Acometido da gripe
Vem uma pneumonia...
Nosso poeta a sofrer
Não consegue harmonia
No dia 12 de novembro:
Vai pra outra sintonia...
Morre o Poeta Maior:
Pobre e desconhecido
Um gigante na Poesia
Em pouco tempo vivido
Um dos melhores poetas
Que eu tenho sempre lido...
Poeta incomensurável
Transmutador da linguagem
Um gênio da Poesia...
Que deixou forte mensagem:
Apocalíptica: monumental:
Cultivemos sua imagem...
Gustavo Dourado. Baiano de Recife dos Cardosos-Ibititá-Chapada Diamantina. No DF há 30 anos, atua nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB) , socioculturais. www.gustavodourado.com.br
http: //cordel.zip.net
Sites selecionados pela Unesco/Google/Yahoo.
Gustavo Dourado
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40.
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Cordel para Cassiano Nunes
Cordel para Cassiano Nunes
Gustavo Dourado
Salve o Poeta Cassiano:
Grão-Mestre da Literatura...
O Livro foi a sua vida:
Foi expert na leitura...
Agora lê no infinitom:
Livro-filme da eternura...
De Cassiano fui aluno:
Nos deixou muita saudade...
Pelos corredores da UnB:
Ás da multiplicidade...
Pelas mesas do Beirute:
Poiesis da diversidade...
Foi-se o Homem para o Além:
Bom exemplo nos deixou...
Biblioteca zenbulante:
Os livros disseminou...
Dou vivas ao Cassiano:
Seu nome se eternizou...
Gustavo Dourado
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